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China fecha consulado dos EUA e leva a quedas nas bolsas globais


A sexta-feira deve ser marcada por uma renovada onda de tensão nos mercados internacionais puxada pela guerra (cada vez menos) fria entre China e Estados Unidos. Como retaliação à ordem de fechar seu consulado em Houston, Pequim ordenou nesta sexta-feira que os Estados Unidos fechem seu consulado na cidade de Chengdu, na província de Sichuan.
Analistas viram a escolha como pensada para ser uma retaliação no mesmo tom, com uma unidade de importância semelhante à de Houston. O motivo alegado pelos chineses também foi muito semelhante às explicações dadas pelo governo Trump para expulsar os diplomatas de seu país. Segundo Pequim, alguns diplomatas alocados em Chengdu estavam “conduzindo atividades que não estavam em linha com suas atividades”, interferindo em assuntos internos chineses.

Na quinta-feira, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que pressionar o partido comunista chinês a “mudar seus métodos” é “a missão de nosso tempo”. A queda de braço entre os dois países segue como a principal fonte de instabilidade política para investidores mundo afora.
Na China, a bolsa de Xangai caiu 3,86% e a de Shenzhen, 5,3% nesta sexta-feira. Hong Kong também fechou em forte queda: 2,2%. O índice europeu Stoxx 600 caía 1,7% às 7h de Brasília.

Na quinta-feira as principais bolsas globais já haviam fechado em queda com notícias de uma retomada nos pedidos de seguro desemprego nos Estados Unidos e com o reiterado avanço no número de casos de covid-19 no país — já são 4 milhões de casos. O Ibovespa caiu 1,9% ontem, e o S&aP 500 fechou em queda de 1,2%. Os índices futuros ligados ao S&P 500 estavam em queda de 0,4% às 7h desta sexta, um sinal de que a bolsa americana pode fechar a semana em queda após três semanas consecutivas de alta.

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