Brasil registra recorde de 600 mortes confirmadas em um dia


O Brasil contabiliza 7.921 mortes causadas pelo coronavírus. Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados nesta terça-feira, 5, o país registrou mais 600 óbitos e bateu o recorde de confirmações em 24 horas. O número de pessoas diagnosticadas com a covid-19 é de 114.715. De segunda para terça foram mais 6.935 novos casos.
Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, o recorde é justificado pelo grande número de testes represados. Geralmente às terças-feiras as secretarias de estado de saúde atualizam os exames que ficaram parados no fim de semana.
Hoje o país só perdeu em volume de mortes para os Estados Unidos, que tiveram 823 óbitos, e Reino Unido, que teve 693 vítimas.
No último domingo, 3, o país passou a ser a 9ª nação a atingir a marca das 100 mil pessoas infectadas. A frente do Brasil estão Estados Unidos, Espanha, Itália, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia e Turquia. Em relação a mortes, o país ocupa a 7ª posição, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
O Ministério da Saúde trabalha com várias projeções de quando o Brasil terá o pico da pandemia para então ver o número de casos cair. Há uma tendência maior de aumento ainda em maio e junho, outono no hemisfério Sul.
“Nós não sabemos precisar o quanto das medidas não farmacológicas que estão sendo adotados, como distanciamento social, lavar as mãos, o uso de máscara, terão um impacto positivo na redução de circulação de vírus respiratórios, não somente do coronavírus”, disse Wanderson Oliveira.

Isolamento baixo pode levar a colapso

São Paulo, o epicentro da pandemia, tem 34.053 casos confirmados e 2.851 mortes pela covid-19. O governo divulgou que a taxa de isolamento tanto no estado quanto na capital ficou abaixo dos 50% na segunda-feira, 4.
O infectologista David Uip, chefe do Centro de Contingenciamento do Coronavírus no estado, alertou em entrevista coletiva nesta terça que se continuar com este valor, o sistema de saúde pode entrar em colapso. Na grande São Paulo a taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 86,9% e em 68,9% em todo o estado.

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