Biscoitos Globo suspende produção por coronavírus


A crise das pequenas e médias empresas atingiu em cheio um dos maiores ícones das praias cariocas, os Biscoitos Globo. Fabricados desde 1954 por dois irmãos paulistanos que se mudaram para o Rio ainda jovens, o produto logo começou a ser vendido por ambulantes nas praias do Rio – e fez sucesso.
Agora, com a crise do coronavírus, que atingiu fortemente as empresas de menor porte, a fábrica decidiu fechar temporariamente as portas. Pelo menos por enquanto, os cariocas ficarão sem os famosos biscoitos de polvilho feitos com cuidado artesanal – e vendidos a preços módicos.
O produto, que passou a ser comercializado em mercados de várias cidades do país, ainda não havia conquistado a preferência nacional, embora seja amado no Rio. O correspondente do jornal New York Times no Brasil, David Segal, uma vez chegou a descrevê-lo como um “alimento sem gosto”.
Com ou sem elogios gastronômicos, as dificuldades dos Biscoitos Globo simbolizam os graves problemas pelos quais as pequenas empresas vêm passando. Falta capital de giro, faltam recursos para arcar com o salário dos funcionários e clientes para adquirir nos produtos e serviços.
Apesar das linhas de crédito criadas pelo governo federal para o segmento e das medidas para a ajuda no pagamento da folha de pagamento, 60% das pequenas empresas teve o pedido de crédito negado desde o início da crise do coronavírus. Muitas não devem aguentar mais de um ou dois meses sem clientes e faturamento. A produção dos Biscoitos Globo é uma vitrine da gravidade da situação dos pequenos negócios.

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