Vacina contra coronavírus, estimada para setembro, começa a ser testada


O Reino Unido começa nesta quinta-feira (23) a testar em humanos uma vacina contra o novo coronavírus. Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford, a vacina terá apoio do governo britânico, que concederá 20 milhões de euros, e também do Imperial College, que concederá mais 22,5 milhões de euros.
A meta dos pesquisadores da Universidade de Oxford é produzir milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus no mês de setembro deste ano, considerando que tudo saia como esperado nos testes.
Animado com a possibilidade de o país ser o primeiro a criar uma vacina contra o novo coronavírus, o secretário de saúde do Reino Unido, Matt Hancock, afirmou que o governo investirá na fabricação de vacinas e que elas estarão disponíveis para a população do país assim que possível, considerando que os testes deem certo.
A pesquisa sobre a nova vacina contra a doença chamada covid-19, causada pelo novo coronavírus, começou em fevereiro neste ano. Apenas dois meses mais tarde, ela já foi aprovada para testes em humanos. Os participantes do estudo clínico terão entre 18 e 55 anos de idade.
A vacina precisará ser testada em diferentes grupos de pessoas e em diferentes países para garantir resultados representativos. O motivo para isso, segundo Sarah Gilbert, que lidera o estudo, é que as taxas de infecção variam muito de lugar para lugar, em razão da adoção de medidas preventivas.
O teste envolverá 510 pessoas até maio deste ano e os pesquisadores almejam oferecer as primeiras vacinas para profissionais da saúde, que estão na linha de frente de combate da pandemia, a partir do mês de setembro. O estágio final dos testes, previsto para o segundo semestre, chegará a 5.000 participantes.
Em uma previsão mais conservadora, a farmacêutica Roche estima que uma vacina contra o novo coronavírus só chegará ao final de 2021.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem 70 vacinas em desenvolvimento contra o novo vírus. Poucas estão em testes em humanos. Há duas nos Estados Unidos; uma feita pela empresa de Hong Kong CanSino Biologics e pelo Instituto de Biotecnologia de Pequim; uma da Pfizer na Alemanha; e, agora, uma no Reino Unido.
Devido à série de testes clínicos necessários para a aprovação de uma vacina, que será aplicada em ampla escala, o tempo de desenvolvimento médio é de dez anos. A vacina mais rapidamente criada foi a contra o vírus ebola, que levou cinco anos para chegar ao mercado, em 2019.

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