Mortes confirmadas por coronavírus chegam a 100.000 no mundo


O número de mortes provocadas pela covid-19 acaba de chegar a 100.000 nesta sexta-feira, 10. A contagem em tempo real é feita pelo centro de estudos sobre coronavírus da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, com base em dados oficiais dos países. No mundo, o número total de casos passa de 1,63 milhão.
Até às 14h43 deste sexta-feira, o número total de mortes era de 100.376. O dia havia começado com menos de 98.000 mortes, mas a contagem oficial aumentou à medida em que mais países divulgaram dados dos óbitos ocorridos nos dias anteriores.
O país com maior número de mortes ainda é a Itália, que registrou oficialmente 18.849 óbitos. Os Estados Unidos, país com maior número de casos confirmados de covid-19, têm 17.925 mortes confirmadas até agora.
O número de mortes no mundo vem aumentando exponencialmente. Depois que o primeiro óbito foi registrado na China, em janeiro, o número de mortes havia chegado a 50.000 somente há oito dias, em 2 de abril. Já para ir de 50.000 a 100.000 mortes, foram somente oito dias.

Até esta quinta-feira, 9, os Estados Unidos estavam atrás da Espanha em número de mortes, mas chegou ao segundo país onde a covid-19 está sendo mais fatal. A Espanha tem até agora 15.843 falecimentos confirmados pela doença, sendo o terceiro país com mais mortes e o segundo com mais casos.
Os EUA são desde 26 de março o país com maior número de casos, mais de 473.000, seguido por Espanha, Itália, França, Alemanha e China, onde a pandemia começou. O número de casos na China tem se estabilizado nas últimas semanas em menos de 83.000, com poucos novos casos surgindo diariamente.
Os governos de cada país contabilizam somente as mortes e os casos confirmados. Uma série de óbitos que ocorreram em meio a sintomas típicos da covid-19, como insuficiência respiratória, ainda aguardam confirmação sobre a causa, sobretudo em meio à falta de testes que cheguem à toda a população.

OMS pede cautela antes de reduzir quarentena

Em coletiva nesta sexta-feira, 10, o chefe da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que os países precisam ser cautelosos com os planos de reduzir o isolamento social.
“Sei que alguns países estão planejando a transição rumo ao fim das restrições de isolamento. A OMS quer ver as restrições encerradas tanto quanto qualquer um”, disse. “Ao mesmo tempo, encerrar as restrições rápido demais pode levar a um ressurgimento mortal [no número de casos].”
O número de novos casos tem aumentado em um ritmo de mais de 60.000 casos por dia nas últimas semanas, mesmo com mais de um terço da população mundial em isolamento. Parte da alta se deve, além da contínua disseminação do vírus, ao maior número de testes que vem sendo feitos pelos países, à medida em que os governos começam a empregar estratégias como o uso de testes rápidos.
Casos reportados hoje podem ter acontecido há vários dias ou até há mais de duas ou três semanas, afirmam os especialistas. O número real de casos e mortes por coronavírus também tende a ser maior que o reportado oficialmente, justamente pela falta de confirmação ou por um grande número de pacientes sem sintomas ou com sintomas leves.

Coronavírus no Brasil

O Brasil tem no momento 17.857 casos confirmados de coronavírus e 941 mortes, segundo boletim de quinta-feira, 9, o último divulgado pelo Ministério da Saúde. Estimativas projetam que já pode haver mais de 100.000 casos no Brasil, mas os casos ainda aguardam testes para confirmação.

O Ministério da Saúde informou na tarde desta sexta-feira que distribuiu até agora quase 1 milhão de testes a estados e municípios. Foram mais de 451.400 testes do tipo laboratorial, mais preciso (chamado de RT-PCR), e 500.000 testes do tipo “rápido”, cujo resultado sai em poucos minutos. Nova leva de mais de 1 milhão de testes começa a ser distribuída na próxima semana.
O governo federal também publicou no Diário Oficial da União na quinta-feira, 9, um repasse adicional de 4 bilhões de reais para que estados e municípios apliquem medidas contra o coronavírus — o dinheiro, segundo o Ministério da Saúde, já foi depositado nos fundos de participação dos entes federativos.

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