Brasil tem 407 mortos num dia, e ministro não sabe o que influenciou alta


Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, 23, mostram que o Brasil tem 3.313 mortes confirmadas por coronavírus (causador da covid-19). Em um dia, foram 407 novos óbitos, a maior alta desde o começo da pandemia. A taxa de letalidade é de 6,7%.
No total, o país registra 49.492 casos da virose. Em 24 horas o boletim confirmou mais 3.735 infecções, um aumento de 8,2%. O governo também divulgou que já são 26.573 pessoas que se recuperaram da doença.
O ministro da Saúde, Nelson Teich, diz que ainda não dá para saber se a maior alta já registrada desde o início da pandemia é por conta de um esforço dos estados para zerar a fila de exames pendentes ou de fato um aumento na propagação do vírus no país.
“Na prática, o que você tem que fazer é acompanhar o dia a dia. Se for uma linha de tendência de aumento, os números nos próximos dias vão aumentar cada vez mais. Daí saberemos que isso não é um esforço pontual [de zerar testes]”, afirmou nesta quinta, em entrevista coletiva.
Ele voltou a dizer que o isolamento social seja feito de acordo com critérios de cada localidade. Disse ainda que não necessariamente defende a quarentena.
“A gente defende o que é melhor para a sociedade. Se o melhor para sociedade for o isolamento e tiver que ser o isolamento, vai ser. Se eu puder flexibilizar, dando autonomia para as pessoas uma vida melhor e isso não influenciar na doença, é o que eu vou fazer”.

Estados com mais de mil casos

São Paulo concentra a maior parte de infectados, com 16.740 e 1.345 mortes. Outros 11 estados passaram da marca dos mil casos confirmados: Rio de Janeiro (6.172), Ceará (4.598), Pernambuco (3.519), Amazonas (2.888), Bahia (1.789), Maranhão (1.757), Espírito Santo (1.363), Minas Gerais (1.308), Pará (1.276), Santa Catarina (1.115) e Paraná (1.082).

CFM libera cloroquina

Nesta manhã, o Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a permissão para uso da cloroquina a pacientes com casos leves. O presidente do CFM, Mauro Ribeiro, reuniu-se com Bolsonaro, entusiasta do tratamento contra a covid-19.
Apesar de reconhecer que não há ainda comprovação de segurança e eficácia do tratamento, a entidade afirma que a liberação ocorre devido à excepcionalidade da pandemia e ficará a cargo da prescrição do médico.

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