Bolsonaro sobre mortes por covid-19: ‘E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?’


O presidente Jair Bolsonaro se mostrou impaciente nesta 3ª feira (28.abr.2020) ao ser questionado sobre o recorde de mortes computadas em 24 horas pelo Ministério da Saúde. A doença já matou 5.017 pessoas no país, número superior ao registrado na China, país que foi epicentro da doença.
“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Sou Messias, mas não faço milagre”, falou o presidente, acrescentando que não comentaria os número e pedindo que as perguntas fosse feitas ao ministro Nelson Teich (Saúde). Em entrevista concedida no início da noite, Teich respondeu a apenas 4 das 15 perguntas feitas por jornalistas.
O presidente também voltou a declarar que seus exames para o coronavírus deram negativo. Ele criticou a decisão proferida pela Justiça para que o jornal Estadão tenha acesso aos exames. Afirmou que a lei garante anonimato.
“Vocês me viram rastejando aqui, com coriza? Eu não tive [o vírus], finalizou. As declarações foram dadas a apoiadores no portão do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro também afirmou nesta 3ª feira (28.abr) que a investigação sobre a tentativa de assassinato sofrida por ele em setembro de 2018 será reaberta. Para o presidente, a investigação anterior foi “negligenciada”.
Posteriormente, a repórteres, o mandatário desconversou sobre a reabertura do inquérito e disse que pediu apenas que a futura gestão da Polícia Federal e do Ministério da Justiça “apurem o caso”. Quanto à proximidade de sua família com o nomeado para o comando a PF, Alexandre Ramagem, Bolsonaro disse que não isso não configura 1 impedimento. “Vou escolher alguém que eu nunca vi na vida?”, questionou.
Sobre o ex-chefe da pasta Sergio Moro, o presidente disse que não vai opinar sobre o inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) sob relatoria do ministro decano Celso de Mello.
“Ele [Moro] é quem tem que provar que eu interferi. Não eu tenho que provar que sou inocente. Mudou o negócio agora. O que ele falou é lei, é verdade?”, limitou-se a dizer.

Reunião com a Firjan

Antes de falar com a imprensa, o presidente Jair Bolsonaro participou de uma videoconferência com representantes do sistema Firjan –que engloba Sesi, Senai, entre outras– para tratar de ações econômicas no combate à pandemia.
Estava acompanhado dos ministros Paulo Guedes (Economia), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Walter Braga Netto (Casa Civil), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Roberto Campos Neto (Banco Central), além do presidente da Caixa, Pedro Guimarães.
Primeiramente, o presidente falou sobre a reabertura da economia. Disse que tanto funcionários quanto empresários querem o retorno das atividades. Deu 1 exemplo de solução que deve ser adotado no futebol. A proposta é recomeçar os campeonatos com portões fechados. Segundo Bolsonaro, o ministro Teich é favorável à medida.
“Nós estamos colaborando com pareceres de modo que o comércio volte a funcionar o mais rápido possível”, declarou o chefe do Executivo federal. Disse ainda que se o desemprego for agravado, a situação ficará calamitosa e causará 1 colapso.
Último ministro a falar, Guedes disse que a pandemia da covid-19 mudou o eixo político-econômico do país. “Nós estávamos envolvidos nas reformas estruturantes e fizemos 180 graus e fomos em direção às medidas emergenciais”, afirmou.
“Não vamos mergulhar em acordos que destruam a economia brasileira”, completou Guedes, falando sobre o recuo sobre a reforma tributária e a não redução de impostos.
Guedes falou ainda que o Brasil é 1 dos países que agiram mais rapidamente em termos econômicos no combate ao coronavírus. Segundo o chefe da pasta, o programa de suplementação salarial do Brasil “é o melhor” e foi adotado antes de economias como Estados Unidos e Alemanha.

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