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Petrobras triplica teto para bônus de diretores

 
A estatal Petrobras propôs aos seus acionistas triplicar o pagamento de bônus para a diretoria, mesmo com a crise econômica causada pela pandemia de coronavírus e com a queda abrupta no preço do petróleo provocada por medidas de isolamento social adotada em vários países. As informações foram divulgadas nesta 2ª feira (23.mar.2020) pelo jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com o documento enviado aos acionistas, a estatal quer desembolsar R$43,3 milhões para pagar salários, benefícios, bônus por desempenho e encargos de abril de 2020 a março de 2021 –no ano anterior, era de R$34,2 milhões. O salário dos diretores não foram reajustados, segundo o presidente da estatal, Roberto Castello Branco. Mas o teto de gastos para o pagamento dos bônus foi elevado de R$ 3,3 milhões para R$ 12,5 milhões.
A proposta resultará em 1 aumento de 26,6% na projeção de gastos com salários e benefícios dos executivos.
De acordo com o jornal, o documento com a medida foi protocolado na última 6ª feira (20.mar). No mesmo dia, a Petrobras informou que vai sacar US$ 8 bilhões –o equivalente a R$40 bilhões– de linhas de crédito contratadas nos últimos anos para enfrentar a crise provocada pela pandemia. A companhia também anunciou o adiamento do processo de venda das refinarias.

O que diz a Petrobras

Em nota enviada à Folha de S.Paulo, a Petrobras disse que o bônus “refere-se ao cumprimento de metas desafiadoras estabelecidas para o ano de 2019”. No ano, a estatal teve lucro recorde de R$ 40 bilhões.
De acordo com a empresa, o modelo de premiação dos executivos “visa valorizar a meritocracia e trazer flexibilidade para 1 cenário em que a empresa busca mais eficiência e alinhamento às melhores práticas de gestão”.

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