Governo articula fim de votações para evitar mais derrotas no Congresso


Para evitar mais derrotas no Congresso Nacional hoje, o Planalto articulou o fim das votações de vetos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O acordo se deu após derrota para o governo no BPC (Benefício de Prestação Continuada). Os parlamentares ampliaram o acesso ao benefício e criaram gasto extra de R$ 20 bilhões ao ano.
"O governo hoje não perde mais nada, mas também não ganha. A Bolsa de São Paulo não fecha? Nós fechamos o governo hoje", disse o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).
Os últimos dias no Legislativo têm sido marcados por conflitos na articulação política e ressentimento de parlamentares com Bolsonaro, que convocou publicamente a população a participar das manifestações no dia 15 contra o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal).
Após a derrota no BPC, Gomes subiu à tribuna na sessão conjunta com senadores e deputados federais e pediu o fim das votações. Estavam previstos ainda a análise de dez vetos presidenciais mais três projetos de lei de Bolsonaro como parte de acordo com o Congresso sobre o Orçamento.
Ao pedir a interrupção, Gomes lembrou que o Congresso Nacional é quem terá de discutir de onde serão retirados os recursos para bancar a verba extra necessária para a ampliação do BPC e falou que isso não pode ocorrer em outras votações previstas.
"[Esforço prévio do governo, assessorias técnicas e partidos] exige que nesse momento o Congresso também tenha um momento de reparação, de ajuste de forma de conduta entre as suas lideranças e o processo que estabelece as pautas na sessão do Congresso", afirmou.
Gomes justificou que, com o adiamento, os parlamentares poderão discutir melhor os próximos vetos e votá-los na próxima terça-feira (17) com mais "celeridade" e "segurança".
"A gente precisa parar um pouco e dedicar tempo de qualidade às formulações legislativas", acrescentou.
Dessa forma, o restante da sessão conjunta de hoje deve contar apenas com falas de parlamentares inscritos.
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