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Crise vai parar todas as montadoras do Brasil


A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informou na quinta-feira (dia 19) que todas as montadoras instaladas no país se preparam para suspender suas atividades em razão das medidas de restrição à circulação de pessoas para controlar o coronavírus.
Esse é o caso da Ford, que anunciou nesta quinta o fechamento de suas fábricas no país.
“Em função do agravamento da crise gerada pelo covid-19, todas as nossas empresas estão analisando e se preparando para tomar ações de paralisação das suas fábricas no Brasil, e discutindo caso a caso com seus respectivos sindicatos”, diz Anfavea.
A medida, segundo a entidade, visa a segurança e saúde dos familiares e funcionários das montadoras.

Ford

Vai suspender a produção das fábricas que mantém na América do Sul, que são três no Brasil e uma na Argentina, entre os dias 23 de março e 13 de abril. Na Argentina, será do dia 25 de março ao dia 6 de abril.
A principal fábrica da montadora fica em Camaçari, na Bahia, e é responsável pela produção dos modelos Ka e Ecosport. O grupo ainda tem uma fábrica de motores em Taubaté, no interior de São Paulo, e uma outra fábrica de veículos em Horizonte, no Ceará, onde produz modelos da marca Troller. A planta da Argentina fica em Pacheco.
“Em situações sem precedentes como esta, mais do que nunca é fundamental colocar nosso time em primeiro lugar”, disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.

General Motors

Além de paralisar a produção das suas cinco fábricas brasileiras (em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) por tempo indeterminado, a GM  suspendeu o investimento de R$ 10 bilhões previstos para o período de 2020 a 2024. Segundo a empresa, é preciso reservar caixa para o momento de crise atual provocada pela disseminação da infecção.
A filial da GM na Argentina também será fechada. Junto com as unidades do Brasil, onde as férias coletivas começarão no dia 30, elas empregam cerca de 19 mil trabalhadores.

Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz também vai suspender as operações das fábricas de São Paulo e Minas Gerais e do centro de distribuição e logística em Campinas, em São Paulo. A parada está inicialmente prevista para acontecer entre os dias 25 de março e 20 de abril e envolve cerca de 10 mil pessoas.
A empresa alega necessidade de prevenção ao coronavírus e diz que o retorno ao trabalho vai depender da situação do país.

Volkswagen

Na última segunda-feira (dia 16), a Volkswagen também anunciou a intenção de paralisar as operações de suas quatro fábricas em São Paulo e no Paraná a partir do dia 31 deste mês, mas inicialmente por apenas dez dias. A marca alemã emprega cerca de 15 mil pessoas no Brasil.

Caoa Chery

O Grupo Caoa Chery encerrou a produção de motores e demitiu ontem 59 empregados da unidade de Jacareí, em São Paulo, número que equivale a 10% da mão de obra local.
Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Guirá Borba, a empresa alega redução da produção, de 65 carros ao dia para 40. “Em um momento como esse, de proliferação do coronavírus, não há justificativa. A empresa tem de proteger os trabalhadores que, sem emprego, perdem o convênio médico”, critica o sindicalista. A empresa não comentou assunto.
(Com Estadão Conteúdo)

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