Dólar opera em alta, perto de R$ 4,39, após bater recorde

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O dólar comercial operava em alta e a Bolsa caía na manhã de hoje. Por volta das 10h30, a moeda norte-americana subia 0,49%, a R$ 4,387 na venda, após alcançar seu maior valor nominal (sem considerar a inflação) ontem. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, tinha baixa de 0,55%, 115.871,87 pontos.
O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa,  refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.
Em casas de câmbio de São Paulo, por exemplo, o dólar em dinheiro vivo chegou a custar R$ 4,60 ontem, já considerado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Para quem comprou no cartão pré-pago, o valor era ainda maior: R$ 4,83.
Investidores acompanhavam a atuação do Banco Central no mercado de câmbio. Nesta sessão, o BC ofertará até 13 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020, para rolagem de contratos já existentes.

Recorde do dólar não considera inflação

O recorde do dólar alcançado hoje considera o valor nominal, ou seja, sem descontar os efeitos da inflação, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Levando em conta a inflação nos EUA e no Brasil, o pico do dólar pós-Plano Real aconteceu no fim do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 22 de outubro de 2002. O valor nominal na época foi de R$ 3,9522, mas o valor atualizado ultrapassaria os R$ 7.
Fazer essa correção é importante porque, ao longo do tempo, a inflação altera o poder de compra das moedas. O que se podia comprar com US$ 1 ou R$ 1 em 2002 não é o mesmo que se pode comprar hoje com os mesmos valores.
*Com Reuters

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