Modelo que levava Kobe é usado por Elizabeth 2ª e em plataforma de petróleo

Kobe Bryant em frente ao helicóptero do modelo Sikorsky S-76B - Reprodução/Twitter 




O helicóptero que transportava o astro do basquete Kobe Bryant era um modelo de grande porte usado em várias situações, de missões em plataformas de petróleo ao transporte de chefes de governo e de Estado, como a rainha Elizabeth 2ª, do Reino Unido. O veículo caiu ontem e matou nove pessoas, incluindo Kobe e uma de suas filhas.
Kobe usava o Sikorsky S-76 desde a época em que jogava pelo Los Angeles Lakers —ele se aposentou das quadras em 2016. Costumava comparar o veículo a uma limusine, por causa do conforto, da segurança e da estabilidade.
Na versão executiva, o helicóptero pode levar entre seis e oito passageiros, além dos pilotos. O S-76 pode decolar com peso máximo de cinco toneladas e voar por mais de 530 quilômetros, o suficiente para ir de São Paulo ao Rio de Janeiro, por exemplo. A velocidade máxima é de 287 km/h.
O helicóptero é considerado seguro. O mais grave acidente com o modelo ocorreu em 1980, justamente no Brasil, em Macaé (RJ).

Aeronave não pertencia a Kobe

Fabricado em 1991, o helicóptero pertencia originalmente ao governo do Estado de Illinois, nos Estados Unidos. Foi vendido em um leilão em 2015 e adquirido na época por US$ 515,2 mil (R$ 2,2 milhões).
Kobe usava constantemente o helicóptero, mas não era dono dele. A aeronave está registrada em nome da empresa Island Express Holding Corp.
Apesar de não pertencer ao jogador, o helicóptero era usado por Kobe até mesmo ações de marketing. Ele chegou a receber uma pintura especial em referência ao apelido adotado pelo próprio Kobe, "Black Mamba".

Modelo é considerado seguro

O Sikorsky S-76 é considerado seguro. O último acidente com uma aeronave do modelo aconteceu há quase três anos, em março de 2017, segundo o site "Aviation Safety".
Na ocasião, um helicóptero de uma das versões do modelo, um S-76C++, caiu em Istambul (Turquia), causando a morte de sete pessoas. A causa da queda foram as más condições meteorológicas, com nevoeiro e nuvens baixas.
O acidente mais grave com um S-76 ocorreu no Brasil, em março de 1980, próximo a Macaé (RJ). Segundo o site de aviação, o helicóptero seguia em direção a uma plataforma de petróleo quando caiu no mar. Catorze pessoas morreram.
No caso do acidente que matou Kobe Bryant, as investigações ainda estão em andamento. Até o momento, as condições climáticas também são apontadas como possível motivo para a queda. Com pouca visibilidade, o piloto teria voado mais baixo para enxergar o terreno e teria colidido com o solo.

Missões em plataformas de petróleo

Segundo a fabricante Sikorsky, 65% das 875 unidades produzidas do modelo S-76 são usadas para missões em plataformas de petróleo. Outros usos populares são para busca e salvamento e como ambulância aérea.
A empresa diz que 178 clientes usam o modelo para transporte executivo.
Em dez países, o Sikorsky S-76 serve para o transporte de chefes de Estado, como a rainha Elizabeth 2ª, que usa uma variante do modelo, o S-76C++. O que levava Kobe Bryant era o S-76B. Desde o início da produção, em 1977, o Sikorsky S-76 já teve dez variantes.
Após o acidente que matou o jogador, a Sikorsky afirmou que está acompanhando as investigações. "Estendemos nossas sinceras condolências a todos os afetados pelo acidente de hoje com o Sikorsky S-76B em Calabasas, Califórnia. Entramos em contato com o NTSB e estamos prontos para fornecer assistência e suporte às autoridades investigadoras e ao nosso cliente", afirmou a empresa em comunicado no Twitter.
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