Ministério da Saúde diz que caso em Minas Gerais não é do coronavírus

 

O Ministério da Saúde contrariou a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e negou no início da noite desta 4ª(22.jan.2020) que uma paciente internada em Belo Horizonte esteja infectada com o coronavírus. Segundo nota da pasta, a brasileira não se enquadra na definição de caso suspeito da OMS (Organização Mundial de Saúde).

A paciente é uma brasileira de 35 anos que desembarcou na capital mineira no último sábado (18.jan), retornando de viagem à China, onde o surto da doença teve início. O Ministério da Saúde destaca que a mulher esteve em Xangai, onde não há transmissão ativa do vírus.
“O caso noticiado pela SES/MG (Secretaria de Estado de Saúde) não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde, tendo em vista que o paciente esteve em Xangai, onde não há, até o momento, transmissão ativa do vírus. De acordo com a definição atual da OMS, só há transmissão ativa do vírus na província de Whuan”, diz o texto.
A pasta ainda afirma que está monitorando diariamente o vírus junto à OMS –que acompanha os casos desde o início em dezembro de 2019. Acrescenta ainda que o governo brasileiro adotou medidas para aprimorar a capacidade de atuação do país para combater doença.
Entre essas ações, estão a adoção das medidas recomendadas pela OMS; a notificação da área de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a notificação da área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); e a notificação às Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficiais, evitando medidas restritivas e desproporcionais em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias”, destaca.
Mais cedo, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou, em nota, que havia identificado caso suspeito de coronavírus. Disse que a paciente apresenta sintomas compatíveis com os provocados pelo coronavírus, destacando que exames ainda iriam aferir se, de fato, trata-se de 1 caso relacionado com o surto que já provocou ao menos 17 mortes.

17 MORTES

O coronavírus já foi identificado como o responsável por ao menos 17 mortes na China e há mais de 400 pessoas infectadas no país. Japão, Taiwan, Tailândia, Coreia do Sul e Estados Unidos já registraram casos da doença. Os EUA identificou o 1º caso na 3ª feira (21.jan.2020), em Seatlle.
Os primeiros casos da doença foram registrados em de Wuhan, na China. Vários países estão tomando medidas protetivas em aeroportos para identificar possíveis infectados. Turquia, Rússia, Austrália e Estados Unidos passaram a utilizar monitores infravermelhos. Em Londres, há 1 terminal no aeroporto de Heathrow só para os passageiros vindos da China.
Até o momento, sabe-se que o vírus é transmitido entre humanos e causa pneumonia. A OMS (Organização Mundial de Saúde) se reúne nesta 4ª feira, em Genebra, na Suíça, para definir se pode decretar “emergência de saúde pública de interesse internacional” –denominação usada durante os surtos de H1N1, zika e febre ebola.
Também há casos suspeitos na Austrália, Hong Kong, Filipinas e México.
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