Brasil quer que Índia use mais etanol

 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta 5ª feira (23.jan.2020) que o “grande interesse” do Brasil junto à Índia é que “usem mais etanol no combustível deles”. De acordo com Bolsonaro, isso faria com que os indianos produzissem menos açúcar, o que ajudaria a equilibrar o mercado.
A fala de Bolsonaro foi feitas aos jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, antes de seguir para a Base Aérea de Brasília e viajar à Índia. O presidente fará escalas em Luanda (Angola) e Nairóbi (Quênia) antes de chegar a Nova Délhi, capital indiana, na 6ª feira (24).

Em briefing à imprensa na última 6ª feira (17), o secretário de negociações bilaterais para Ásia, Pacífico e Rússia, embaixador Reinaldo José de Almeida Salgado, destacou que a Índia deve ter a maior população do mundo em 2030 e importa 80% do petróleo que consome.
Salgado disse que o Brasil pode contribuir com aquele país na área de energia. Acrescentou que será assinado 1 memorando de entendimento na área de bioenergia. Este setor, segundo o embaixador, terá “particular destaque”.

MINISTÉRIO DA SEGURANÇA

Nesta 5ª feira, Bolsonaro também falou sobre assuntos internos. Questionado sobre a eventual recriação do Ministério da Segurança Pública –desmembrado do Ministério da Justiça–, disse ser “comum receber demanda de toda a sociedade”.
Em reunião com representantes de secretarias estaduais de Segurança transmitida em live no Facebook, Bolsonaro foi perguntado sobre essa possibilidade e afirmou que “vai estudar”. A medida reduziria o poder do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública). Desta vez, o presidente voltou a dizer que “estudaria” a proposta:
“Isso vai ser estudado, é estudado com o Moro. É lógico que o Moro deve ser contra. Mas é estudado com os demais ministros. Rodrigo Maia é a favor também da segurança. Acredito que a comissão de segurança pública como trabalhou no passado também seja favorável. Temos que ver como é que se comporta esse setor da sociedade para melhor decidir.”
Bolsonaro falou que Justiça e Segurança Pública eram desmembrados quando houve o convite para que Moro integrasse o ministério. Ainda comentou que “evita falar em criar ministérios porque é mais despesa, é mais 1 avião da FAB” (Força Aérea Brasileira).
“Olha só, Secretaria da Pesca, por exemplo. Eu confesso para você que se fosse hoje deixaria ministério, porque o Brasil é um mar para essa área, é um dos países que têm mais água do mundo. A Embrapa mesmo diz: com um hectare de água doce, você pode tirar de 10 a 15 toneladas de tilápia do ano”, afirmou.

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