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‘Somos os pobres da história’, diz Bolsonaro sobre taxação de metais pelos EUA

 

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 4ª feira (4.dez.2019) que na disputa comercial entre o Brasil e os Estados Unidos, o país sul-americano é o “pobre da história”. “Não sei quantas vezes a economia deles é maior que a nossa. Várias vezes. A gente tá com chumbinho, eles estão com .50 [calibre de arma]. Acho 1 certo exagero o que está acontecendo. Por enquanto não foi sobretaxado nada, só tem a promessa dele no Twitter”, afirmou Bolsonaro, referindo-se ao chefe do Executivo norte-americano, Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos anunciou na 2ª feira (2.dez) que aumentará as taxas de importação das matérias-primas do Brasil e da Argentina. Alega que a desvalorização do real e do peso argentino frente ao dólar prejudica produtores rurais norte-americanos. No entanto, a medida ainda não foi formalizada.
Questionado se ligou para Trump, o presidente brasileiro disse aos jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada. “Vou dar uma dica para você. Se eu já liguei ou não, você não vai ficar sabendo. Tem certas questões que são de Estado. Não adianta dar uma de pavão misterioso. Já temos todas as informações do que aconteceu”. Bolsonaro falou que o governo está em contato com a Casa Branca.
Sobre a acusação de Trump de que o Brasil desvalorizou o real propositalmente, disse: “O mundo está globalizado, a própria briga comercial [entre] Estados Unidos e China influencia o preço do dólar aqui. Várias vezes o Roberto Campos interferiu vendendo dólares. Nós não queremos aqui aumentar artificialmente. Nós não estamos aumentando artificialmente o preço do dólar.”
“Eu acredito no Trump. Não tenho nenhuma idolatria por ninguém. Temos uma amizade… Não vou falar amizade -não visito a casa dele nem ele a minha. Temos 1 contato bastante cordial. Não tenho decepção, porque não bateu o martelo ainda. Não é porque 1 amigo falou grosso numa situação que vou dar as costas para ele. Não”, concluiu.

Eis outros pontos tratados por Bolsonaro na entrevista à imprensa:
  • Privatizações de estatais – “Se 1 servidor do 3º escalão fala, não tenho nada a ver com isso. Eu não tenho como controlar centenas de milhares de servidores no Brasil. De minha parte não existe qualquer intenção de pensar em privatizar Banco do Brasil ou Caixa Econômica.”
  • Projeto de lei que simplifica CNH – “O que é mais importante ali? validar a carteira de motorista para 10 anos. Aumentar a pontuação para 40 e mais uma coisinha ou outra. [A Câmara] vai fazer uma lipoaspiração no projeto. Acho 1 bom projeto. Até me comprometi com ele [Rodrigo Maia], se aprovado, ir chancelar o projeto na mesa da Câmara.”
  • Extinção de municípios – Afirmou que caberá ao Congresso Nacional decidir se mantém ou não o dispositivo que determina a extinção de municípios na PEC nº 188, em tramitação no Legislativo. “Se o município tem renda própria vai continuar sem problema nenhum. Mas tem município que [a renda] não dá pra pagar a folha de vereadores. Eu não quero tirar emprego de vereador, mas não dá.”
  • TSE e assinaturas eletrônicas – “Eu vou tomar conhecimento hoje como é que fica a tal da modulação, se é muito complexo ou não essa coleta de assinatura digital pela biometria. Tem que saber como é que funciona isso. Se não for muito complexo acho que a gente forma 1 partido em menos de 1 mês.”
  • Mercosul – Defendeu uma relação pragmática entre os países do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). De acordo com ele, há acordos “engatilhados” para a próxima reunião.