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Polícia investiga se rompimento de canos causou deslizamento em Recife

 

Equipes do governo de Pernambuco e especialistas técnicos estão apurando as causas do deslizamento de terra que matou 7 pessoas e feriu 3 nesta 3ª feira (24.dez) no bairro de Dois Unidos, no Recife.
O grupo auxiliará a Polícia Civil, que abriu inquérito para apurar a suspeita de que o rompimento de tubulações da Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento) tenha provocado a tragédia.

Moradores relataram terem visto 2 canos da Compesa estourarem na localidade. A Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos de Pernambuco confirmou que não choveu na capital pernambucana na última noite e informou que desastres do tipo são raros em épocas não chuvosas.
Segundo a Secretaria de Infraestrutura, o 1º chamado para a Compesa foi feito às 3h05. Às 3h22, o Corpo de Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) estavam no local.
Ao todo, informou o órgão, o governo pernambucano mobilizou 190 profissionais para atender às famílias na fase emergencial, oferecendo assistência social, financeira, além de qualquer outro apoio que for necessário.
A Compesa pôs 50 técnicos à disposição para atenderem a ocorrência e analisar o rompimento dos canos na encosta. A companhia afirmou que faz monitoramentos constantes do abastecimento de água na área, em contato com líderes comunitários. Negou ter havido registro de vazamentos no local.
A Secretaria de Infraestrutura informou que está investindo R$ 200 milhões para monitorar os morros da região metropolitana do Recife. Segundo o governo estadual, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Pernambuco está prestando assistência às famílias dos falecidos e às demais vítimas. Os 7 feridos foram levados para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Nova Descoberta e para o Hospital da Restauração.
O deslizamento derrubou duas casas no alto do morro. A Defesa Civil interditou 5 imóveis próximos e orientou as famílias a deixarem o local.
*com informações da Agência Brasil