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Nove pessoas morrem pisoteadas em baile funk em Paraisópolis durante ação da PM

 

Nove pessoas morreram pisoteadas e pelo menos outras 7 ficaram feridas em baile funk na favela de Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo, na madrugada deste domingo (1º.dez.2019), durante operação da Polícia Militar.
De acordo com informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), policiais do 16º Batalhão de PM Metropolitano realizavam a Operação Pancadão quando 2 homens armados, que estavam em uma motocicleta, atiraram contra os agentes. Em seguida, a dupla teria fugido em direção ao baile efetuando disparos e causado tumulto entre os frequentadores.

A PM estima que pelo menos 5.000 pessoas participavam da festa no momento. Ainda de acordo com a nota da Secretaria, o caso está sendo registrado no 89º Distrito Policial (Jardim Taboão) e a PM instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias relativas ao fato.
Assista a vídeos da suposta ação da policial:

O tenente coronel Emerson Massera, porta-voz da PM-SP, afirmou em coletiva de imprensa nesta tarde que os policiais não efetuaram disparos de arma de fogo contra a multidão, mas tiveram de reagir a ataques dos próprios frequentadores –que teriam atirado pedras e garrafas contra os agentes– com bombas de efeito moral. Duas viaturas da PM foram depredadas.
Por outro lado, moradores acusam a PM de ter encurralado as pessoas e as impedido de sair do local, causando as mortes. Massera negou, dizendo que esse não é padrão da atuação dos policiais, mas reforçando que o caso está sendo investigado. As armas dos policiais que atuaram foram recolhidas para fazer teste de balística.
O porta-voz disse que entre os mortos estão 8 homens e uma mulher. Quatro já foram identificados, dos quais 1 é adolescente de 14 anos. Eles foram levados ao Hospital do Campo Limpo, mas não resistiram aos ferimentos. As 7 pessoas feridas foram socorridas no AMA (Assistência Médica Ambulatorial) Paraisópolis.
A Operação Pancadão tem sido periodicamente realizada em toda a capital “para garantir o direito de ir e vir do cidadão e impedir a perturbação do sossego, fiscalizando a emissão ruídos proveniente de veículos”, de acordo com a SSP.
O governador de SP, João Doria (PSDB), manifestou-se sobre o fato em suas redes sociais. Ele disse que determinou ao secretário da SSP, General Campos, “apuração rigorosa dos fatos para esclarecer quais foram as circunstâncias e responsabilidades deste triste episódio”.