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Com alta no preço das carnes, prévia da inflação acelera em dezembro e fecha ano em 3,91%

 

Diante da alta no preço das carnes, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) registrou forte avanço de 1,05% em dezembro, maior resultado para o mês desde 2015. Em novembro, a alta tinha sido de 0,14%. Considerada uma prévia da inflação oficial, o índice encerrou o ano em 3,91%.
Os dados foram divulgados nesta 6ª feira (20.dez.2019) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 4,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, para o cumprimento da meta, é possível que o percentual fique entre 2,75% e 5,75%. O mercado financeiro estima que a inflação oficial, medida pelo IPCA, termine 2019 em 3,86%, segundo o relatório Focus do Banco Central.

CARNE MAIS CARA

O avanço do índice neste mês é explicado pelo grupo de alimentação, que avançou 2,59% em dezembro. Segundo o IBGE,  esse aumento ocorreu, principalmente, pela alta de 17,71% no preço das carnes.
A alta no preço das carnes é consequência, sobretudo, do aumento da demanda dos chineses. Lá, a peste suína africana levou à perda de 40% do rebanho de suínos do país. Com isso, a China está comprando mais carne bovina de muitos países.
De acordo com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o preço da carne bovina deve continuar em alta em 2020, em razão do aumento da produção e da maior demanda por parte do mercado externo. Outras carnes, como a de porco e frango também devem encarecer.

ALTA GENERALIZADA

Dos 9 grupos de preço pesquisados pelo IBGE, apenas o grupo de artigos de residência registrou queda, com uma desaceleração de 0,84% em dezembro. Eis os destaques:
  • Alimentação e bebidas: 2,59%
  • Despesas pessoais: 1,74%;
  • Transportes: 0,90%;
  • Habitação: 0,25%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,22%;
No caso do grupo de despesas pessoais, pesou no mês a alta nos preços de jogos de azar (36,99%), diante do reajuste nas apostas lotéricas. Já no grupo de transportes, o maior impacto veio no avanço das passagens aéreas (15,63%) e também no preço dos combustíveis.
Em habitação, o aumento nos preços de aluguel e condomínio também influenciaram, com altas de 0,5% e 0,65%, respectivamente.


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