Procuradora-geral do Panamá renuncia após citação em escândalo da Odebrecht

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A procuradora-geral do Panamá e líder de investigações no país sobre a Odebrecht e políticos locais, Kenia Porcell, anunciou que deixará o cargo em janeiro de 2020. Seu mandato teria fim em 2024.

A decisão foi tomada após vazamentos de conversas que envolvem Porcell,  o ex-presidente panamenho Juan Carlos Varela, que a nomeou para a procuradoria, o ex-deputado e irmão do chefe do Executivo, José Luis Popi Varela, e André Rabello, ex-diretor da Odebrecht no país.
Em 2017, a Odebrecht fez 1 “acordo de colaboração eficaz” com o MP do Panamá. A empresa se dispôs a pagar US$ 220 milhões aos cofres públicos locais.
O acordo firmado arquivou os processos contra a empresa no país. No entanto, vazamentos recentes de conversas que envolvem a procuradora-geral e o então presidente na época reacendem o caso e indicam interferência política para beneficiar a empresa.
De acordo com os diálogos divulgados pela imprensa, o ex-presidente teria tratado do acordo do MP com a Odebrecht por intermédio de Popi Varela.
Em uma das conversas com o então executivo da Odebrecht, Varela afirma que iria conversar em privado com a procuradora-geral do país sobre o caso. O ex-congressista chegou a discutir detalhes de como a pena do MP deveria ser imposta a Rabello, de modo que não afetasse investigações em andamento no Brasil.
O vazamento de mais de 24 Gb de mensagens de WhatsApp tem sido chamado pela imprensa de Varela Leaks.
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