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Globo faz demissões em SP e começa por funcionários veteranos

Logotipo Globo - Divulgação 
Conforme esta coluna antecipou no último dia 8, a Globo começou a demitir funcionários na última quinta-feira em sua sede em São Paulo.
Trata-se de um continuidade do processo de redução de custos e gastos, e fusão de setores, que deve terminar somente em 2022.
Segundo fontes sindicalistas ouvidas pela coluna, dezenas de funcionários do jornalismo foram desligados até ontem.
Em sua maioria, são trabalhadores com maior tempo de casa e, portanto, maiores salários.
Segundo esta coluna apurou, os alvos iniciais estão sendo editores e repórteres, mas os cortes vão ser generalizados e atingir outros setores do Grupo Globo em São Paulo.
Duas semanas atrás também houve centenas de demissões no Projac e no Jornalismo do Rio.
O processo faz parte do plano "Uma Só Globo", um projeto que visa reduzir, enxugar a empresa e adaptá-la aos novos tempos de mídias sobrepostas.
Por exemplo: há casos em que um repórter ou comentarista trabalha fixamente para um núcleo da emissora.

"Dupla jornada"

No entanto ele presta serviço para outro (site, jornal ou rádio), no qual basicamente apenas reproduz o serviço já feito em seu "cargo-raiz". E com isso ele engorda o salário, pois trabalha duas vezes (apesar de fazer o mesmo nos dois lugares).
Outra mudança é no sistema de contratação e no enxugamento dos chamados "supersalários".
Alguns repórteres esportivos, de cotidiano ou política ganham hoje mais de R$ 120 mil, sob o sistema de pessoas jurídicas (PJ).
A Globo quer acabar com esse sistema porque em muitos casos o repórteres não fazia mais que uma ou duas matérias por semana —e isso na melhor das hipóteses.
A ideia da emissora é não renovar mais esses contratos e recontratar alguns profissionais pelo sistema de CLT (carteira assinada).
Isso está gerando bastante insatisfação entre alguns funcionários —de todos os núcleos—, que optaram em pedir licença ou mesmo deixar a emissora.
Segundo a coluna apurou, até 2022 a Globo poderá ter até 4.000 funcionários a menos.

Investimentos

Apesar dos cortes de custos e de cargos, a Globo também está fazendo investimentos pesados em novas mídias (como o serviço de streaming Globoplay) e recentemente estreou um novo complexo de estúdios no Rio, avaliado em mais de US$ 40 milhões.
A emissora está fundindo núcleos correspondentes e fechando outros que considera já não mais funcionais ou ultrapassados.