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PEC da reforma da Previdência vai gerar R$876 bi de economia, diz Marinho

O secretário Rogério Marinho (à esq.) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante audiência na comissão especial da Previdência - Renato Costa/Framephoto/Estadão Conteúdo 

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou nesta terça-feira que a economia estimada com o texto da PEC da reforma da Previdência em análise no Senado é de 876 bilhões de reais.
Marinho referia-se à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma produzida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, com votação em primeiro turno esperada para a próxima semana.
O impacto, já com as mudanças feitas na CCJ, é de 876 bilhões de reais?, disse o secretário em sessão temática no Senado nesta terça-feira.
Precisamos reequilibrar o orçamento para investirmos mais na educação, mais na saúde e mais nas nossas crianças, porque hoje, pelo cobertor curto que o Brasil tem, não é possível acalentá-las a todas?, argumentou Marinho.
O relator da reforma no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), decidiu dividir a proposta em duas PECs. A principal, com as novas regras previdenciárias, é semelhante à aprovada pela Câmara, para evitar que tenha que voltar a Casa para uma nova alteração. Sofreu, no entanto, uma série de supressões, que alteraram a economia de 933,5 bilhões de reais prevista no texto produzido pelos deputados.
A segunda PEC incorpora as mudanças pretendidas pelos senadores e terá uma tramitação paralela. Dentre as alterações, está a previsão de Estados e municípios aderirem às novas regras previdenciárias, além da previsão de receitas para compensar as supressões no texto principal.
Ao anunciar seu parecer, considerando as duas PECs, Tasso afirmou que a previsão de economia girava em torno de 1 trilhão de reais, como desejava o governo. Somou, ainda, a previsão de 350 bilhões de reais com a inclusão de Estados e municípios.