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O que X-Men, Godzilla e outros flops de 2019 têm em comum

 

2019 está sendo um ano estranho para cinéfilos. Grandes blockbusters estão fracassando nas bilheterias, e especialistas tentam entender o porquê.
O site Digital Spy apresentou uma teoria que afirma que as grandes bombas do primeiro semestre do ano fracassaram por um motivo em comum. Confira abaixo!

Sequências e Reboots

O grande problema da maioria dos flops deste semestre já vem tomando Hollywood de assalto há algum tempo.
O problema não é que os filmes são sequências. É porque eles não são sequências.
MIB: Homens de Preto – Internacional trocou Tommy Lee Jones e Will Smith por uma nova dupla, e apostou que alienígenas de computação gráfica seriam suficientes para manter o interesse do público.
Não é que Chris Hemsworth e Tessa Thompson não tenham química. Muito até pelo contrário, as interações da dupla são o melhor aspecto do filme. O problema é que o público não tinha nenhuma relação emocional com eles, como acontecia com os atores originais.
X-Men: Fênix Negra sofreu do mesmo mal. O elenco que o público reconhece e ama, já não estava presente, e audiências do mundo inteiro simplesmente não se importaram em prestigiar o longa nos cinemas. Fênix Negra contou com a pior estreia da história da franquia.
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Outros problemas

O caso de Godzilla 2: Rei dos Monstros é um pouco diferente. O filme contou com um marketing no mínimo estranho, mais preocupado em divulgar a participação de Millie Bobby Brown do que atores já consolidados da franquia, especialmente Ken Watanabe.
No entanto, comparado com os outros filmes desta matéria, Godzilla 2 conseguiu uma performance não tão ruim, fazendo sucesso especialmente em bilheterias internacionais.
Em relação a Hellboy, protagonizado por David Harbour, o novo filme estava fadado ao fracasso antes mesmo de estrear.
O público da franquia gostava dos filmes por 2 razões: Guillermo del Toro e Ron Perlman. O diretor e protagonista causaram um impacto muito grande e tinham uma estética muito específica, impossível de ser substituída por um filme genérico com atores de plataformas de streaming.
E as plataformas também ajudam a explicar o fracasso dos filmes. As pessoas contam com novas opções de entretenimento. Elas não “precisam” ir mais ao cinema.
Dessa forma, a lição que fica é que a indústria do entretenimento precisa se reformular. O público almeja narrativas originais, ou até mesmo continuações bem feitas e criativas.
Ou o cenário do cinema atual é modificado, ou filmes com orçamentos milionários continuarão fracassando nas bilheterias.