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Para o streaming, Disney vai cortar cena de "Dumbo" acusada de racismo

Reprodução/YouTube 

A Disney planeja abrir o seu baú de tesouros para encher o catálogo do serviço de streaming Disney+, mas nem todas as partes da história do estúdio estarão disponíveis na plataforma. Segundo o site do The Hollywood Reporter, uma cena polêmica de "Dumbo" (o original, de 1941) será cortada do filme.

Trata-se do momento em que Dumbo se encontra com um grupo de corvos (em inglês, "crows"), liderado por um personagem chamado Jim. O nome Jim Crow é emprestado de um personagem popular no século 19, usado para fazer piadas e reforçar estereótipos negativos sobre pessoas negras.

Mais tarde, o nome "Jim Crow" também foi usado nos EUA para definir um conjunto de leis de segregação, que só foram revogadas décadas depois do lançamento de "Dumbo", com o avanço da luta pelos direitos civis dos negros.

Mesmo antes do corte, o clássico animado já carregava o título de filme mais curto da Disney, com apenas 64 minutos de duração. O remake live-action de "Dumbo", lançado neste ano e dirigido por Tim Burton, eliminou a cena dos corvos da história.

Além de neutralizar uma possível polêmica com a cena de "Dumbo", a Disney+ também não vai incluir o filme "A Canção do Sul" no catálogo. Mistura de animação e live-action, o polêmico longa-metragem foi lançado originalmente em 1946.

"A Canção do Sul" foi criticado por seu retrato de escravos libertados após a Guerra Civil, encarnados neste caso no personagem Uncle Remus (James Baskett), como figuras pacificamente submissas aos donos de plantação.

Graças à polêmica, o filme nunca foi lançado em vídeo nos EUA. Em 2011, o CEO da Disney, Bob Iger, disse que reviu o filme e decidiu que "muitas cenas não cairiam bem para o público atual, e não seria do nosso interesse relançar este longa em nenhum formato".