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Tesouro Direto ou CDB? Conheça tipos de investimentos e como funcionam

Lucato/Getty Images/iStockphoto 

 Existem diversos tipos de investimentos e muitas vezes deixamos de aproveitar os benefícios de cada um deles por pura falta de conhecimento. Você sabe o que é Tesouro Direto? CDB? Esses são apenas alguns dos títulos de investimentos mais conhecidos. Saiba o que são e como funcionam.

    Tesouro direto

    Trata-se de um programa do Tesouro Nacional desenvolvido no ano de 2002 em parceria com a Bolsa de Valores de São Paulo (chamada atualmente B3) e que funciona através da venda de títulos públicos federais para pessoas físicas. Existem três formas para fazer a aplicação. A primeira é através do site do Tesouro Direto. Nele você faz o seu cadastro e pode realizar compra, venda, consulta de extrato e outras transações. A segunda opção é por meio do site da instituição financeira de sua preferência. E ainda há uma terceira possibilidade, que é permitir que a instituição financeira negocie títulos públicos em seu nome. Apesar de ser uma boa forma de investir, há riscos no Tesouro Direto. Não há qualquer garantia de rentabilidade em vendas antecipadas, o que pode gerar perdas. Outra situação é que você pode não conseguir fazer a venda dos títulos no momento em que desejar. Ainda há um risco que diz respeito ao planejamento
   
    CDB

    Outro investimento que muita gente ouve falar mas nem sempre sabe do que se trata é o CDB. Sigla para Certificado de Depósito Bancário, trata-se de um investimento de renda fixa emitido por bancos. É possível fazer uma analogia com empréstimos. No CDB, você "empresta" o seu dinheiro para o banco e em troca recebe uma taxa com rentabilidade definitiva a partir do momento da compra. Essa captação de recursos financia atividades da instituição. Pode ser categorizado em prefixados, pós-fixados e híbridos. Os pós-fixados são os tipos mais comuns e têm taxa de rentabilidade atrelada a indexadores de economia como a Taxa Selic. Já os prefixados tem taxa de rentabilidade baseada em uma remuneração fixa (5 ao ano, por exemplo), não ocorrendo mudanças de acordo com as condições do mercado. E, por fim, os híbridos têm taxa de rentabilidade com uma parte fixa e uma parte variável. É um investimento mais conservador e tende a ser de baixo risco. O maior problema pode ser um possível calote do banco, algo que ocorre com instituições financeiras de menor porte - oferecem maior rentabilidade, mas também são maiores os riscos
 
    Caderneta de poupança

    O tipo de investimento mais comum é através da caderneta de poupança. É uma forma segura de fazer o dinheiro render. Basta abrir uma conta poupança em qualquer banco e aplicar dinheiro. A cada mês a quantia irá render de acordo com taxa de juros que varia de acordo com indexadores econômicos e também com a quantidade de dinheiro que está aplicada na poupança. O problema da caderneta de poupança é que o rendimento pode ser muito baixo se comparado com outras formas de investimento
   
    LC (letras de câmbio)

    Esse tipo de investimento é bastante seguro e tende a render mais que a caderneta de poupança, por exemplo. É um título de renda fixa que possui semelhanças com o CDB. A diferença é que a LC é emitida por instituições financeiras. Funciona da seguinte forma: você "empresta" determinado valor e receberá remuneração em data definida no momento da aplicação com o valor acrescido de uma taxa fixa. Os prazos são mais flexíveis e assim como no CDB pode ser dividida em três modelos: prefixados, pós-fixados e híbridos. O risco é baixo devido ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC)
    
    RDB

    Semelhante ao CDB, o Recibo de Depósito Bancário é mais uma modalidade de investimento financeiro. Nele também há uma espécie de empréstimo da pessoa para o banco, porém não existe opção de retirada do valor antes do prazo estipulado. Pode ser escolhido o rendimento prefixado ou pós-fixado. Tem um grau baixo de risco, estando sujeito apenas ao caso de acontecer a falência do banco. Por isso, recomenda-se investir dentro do limite do Fundo Garantidor de Crédito
   
    LCI

    LCI é a sigla para Letras de Crédito Imobiliárias. É outra possibilidade de investimento de renda fixa emitida por bancos. Nela, os recursos captados são utilizados para financiar atividades do setor imobiliário. Como retorno, é oferecida uma taxa de rentabilidade anual definida no momento da compra. Investindo nessa modalidade é possível se programar para saber o rendimento, já que existe data de vencimento estabelecida

 LCA

    Sigla para Letras de Créditos do Agronegócio. É semelhante ao LCI, porém o que muda é o foco do investimento. Enquanto no item anterior o título de renda fixa emitida pelos bancos direciona seus recursos para o setor imobiliário, aqui a captação é voltada para financiar o agronegócio. Há também como se programar em relação ao rendimento, pois taxa de rentabilidade e data de vencimento são pré-definidas no momento da compra do título
    
    Fundos de Renda Fixa

    É uma modalidade de fácil previsão pois tem percentual predeterminado de investimentos em aplicações de renda fixa. Acompanha normalmente as principais taxas de juros do mercado, como a Taxa Selic, e funciona da seguinte forma: o investidor adquire uma cota e, a partir disso, são feitas aplicações destinadas a investimentos variados como títulos de tesouro, letras de crédito, CDB, entre outros. Os fundos de renda fixa são divididos em dois modelos: os referenciados, onde é obrigatório o investimento de pelo menos 80 do valor líquido captado em títulos do Tesouro Nacional, por exemplo; e os fundos de crédito, onde a compra dos títulos do tesouro são combinadas com outros investimentos como CDBs, LCI ou LCA. Tem como característica a alta liquidez, ou seja, o resgate pode ser feito imediatamente ou no prazo máximo de apenas um dia
 
    Debêntures

    Essa opção de investimento diz respeito aos títulos emitidos diretamente por empresas. O dinheiro aqui não é emprestado a bancos ou instituições financeiras, mas sim a empresas. Em troca é calculado o rendimento do dinheiro com base em taxas de juros. Essa é uma captação de recursos de médio e longo prazo e o título pode ficar com o comprador até que chegue o reembolso ou que ele negocie com outra pessoa. É um modelo arriscado de investimento, pois nem sempre a empresa pode cumprir o negócio feito. Existem agências que dão notas de risco às empresas para facilitar na hora da escolha. A liquidez é baixa e não há garantia do FGC. O lado positivo é que o rendimento pode ser bem alto
 
    CRI

    O Certificado de Recebíveis Imobiliários é um título de renda fixa que é emitido por empresas securitizadoras, ou seja, aquelas que emitem títulos para o setor imobiliário visando financiar suas atividades. A sua criação se deu por meio da Lei Federal Nº. 9.514. A remuneração pode ser feita através da indexação à inflação ou pós-fixada de acordo com taxas como o CDI ou a Selic. É um tipo de investimento de longo prazo, com os prazos variando entre quatro e 10 anos, mas pode ir além disso. Não permite resgate antecipado, pois sua liquidez é apenas no vencimento. É também um investimento de risco moderado. Uma grande vantagem é que não sofre cobrança de taxas e imposto de renda para pessoa física
    
    CRA

    O Certificado de Recebíveis Agrícolas é um título de renda fixa também emitido por empresas securitizadoras, porém com o foco da captação de recursos voltado para o setor agrícola. Da mesma forma que o CRI, não possui liquidez diária, sendo considerado um investimento de longo prazo. Além disso, não há garantia do FGC. A rentabilidade é previsível e pode ser prefixada de acordo com a inflação ou pós-fixada atrelada a taxas como a Selic. Recomenda-se o investimento apenas para quem já tem experiência no ramo, pois os valores iniciais de aporte costumam ser altos. Os prazos seguem os mesmos da CRI, de 4 a 10 anos (ou além disso). Os riscos são moderados
 
    LF

    LF é sigla para Letra Financeira. É uma aplicação de renda fixa a longo prazo. O investimento é alto, tendo valor MÍNIMO de R$ 150 mil. O prazo é de pelo menos dois anos para retirada do dinheiro investido. Seu rendimento está geralmente atrelado ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Essa é uma das maiores valorizações oferecidas no mercado de investimentos. É preciso ficar atento, pois o Imposto de Renda leva 15% dos ganhos no momento do resgate. E por ser um investimento alto e a longo prazo, há o risco de sofrer com a falta de liquidez. Deve ser opção em casos onde você já tem experiência com investimentos e possui boas reservas financeiras
 
    Ações

    Você provavelmente já ouviu falar sobre compra de ações. Esse ato se refere à compra de uma pequena parte de determinada empresa, tornando o comprador sócio da companhia. São várias as formas de se operar no mercado de ações, mas acaba por ser um investimento que exige maior conhecimento para evitar prejuízos. E como comprar ações? Através de corretoras que negociam diretamente na Bolsa de Valores. O valor de uma ação é determinado pelo lucro, pela oferta e pela demanda. Há um alto potencial de retorno a longo prazo, porém o risco é enorme. Diferentemente dos investimentos anteriores, esse é um de renda variável. Ou seja, uma ação que vale muito hoje pode não valer nada amanhã