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Temer é líder da organização criminosa, diz Bretas

Agência Brasil 

O juiz federal Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal, afirma, em pedido de prisão, que o ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) é o "líder da organização criminosa" responsável por atos de corrupção descritos pela PR-RJ (Procuradoria da República no Rio de Janeiro). Temer foi preso hoje em São Paulo sob suspeita de ter recebido propina por meio de um contrato de empreiteiras com Eletronuclear, estatal responsável pela construção de Angra 3.

    Veja a integra do mandado de prisão de Temer.

"Por sua posição hierárquica como vice-presidente ou como presidente da República do Brasil, e a própria atitude de chancelar negociações do investigado Lima o qual seria, em suas próprias palavras, a pessoa 'apta a tratar de qualquer tema', é convincente a conclusão ministerial de que Michel Temer é o líder da organização criminosa a que me referi, e o principal responsável pelos atos de corrupção aqui descritos", diz o juiz no texto.

O documento foi assinado por Bretas há dois dias, mas a prisão preventiva só foi cumprida na manhã de hoje. Além dele, o despacho também pede a prisão de sete pessoas. Como a prisão é preventiva, não há prazo determinado para a soltura. O processo está sob em segredo de justiça, mas o UOL conseguiu acesso à decisão.

Em sua decisão, Brettas menciona trechos do depoimento do colaborador José Antunes Sobrinho, que já havia sido condenado pela Justiça Federal no âmbito da Operação Pripryat, que também investigou irregularidades na Eletronuclear.

Em sua colaboração, Sobrinho afirma que a Argeplan, empresa comandada por Lima, só conseguiu fazer parte de um consórcio de empresas que ganhou contratos com a Eletronuclear graças à influência política de Lima, apontado como operador do ex-presidente Michel Temer.

Ainda de acordo com o delator, a empresa de coronel Lima não tinha a qualificação necessária para fazer parte do consórcio escolhido para as obras na estatal.

Para o juiz, "é bastante plausível a conclusão ministerial de que, possivelmente, o valor pago a AF Consult do Brasil [uma das empresas do consórcio] foi direcionado para o pagamento de vantagens indevidas provavelmente para Michel Temer e coronel Lima".