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"Mais 1 segundo e estaria soterrado", diz morador após lama arrastar ônibus

Montagem BOL 

Morador da localidade da Chácara do Céu, na comunidade do Vidigal, zona sul do Rio de Janeiro, o motorista Wiverson da Silva, 29, conta ter sobrevivido por pouco ao deslizamento de terra que matou duas pessoas que estavam no interior de um ônibus soterrado na noite de quarta-feira (6). Ao menos seis pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas que atingiram a capital.

Silva relata que estava no banco do carona de um veículo que passava pela avenida Niemeyer --que margeia o Vidigal-- na frente do ônibus.

"É uma memória horrível. Eu estava indo no sentido Leblon, na frente do ônibus, por volta de 23h30. Havia um bolsão d'água e, por isso, meu colega que dirigia o carro reduziu a velocidade. O ônibus ligou o farol alto e notei que ele estava logo atrás. De repente, ouviu um estrondo. Olhei no retrovisor e vi uma árvore centenária caída. Mais um pouco, eu teria ficado. Mais um segundo e eu estaria ali, soterrado", disse Wiverson enquanto olhava, do alto de uma passarela, o trabalho do Corpo dos Bombeiros nos escombros. 

Dois corpos são retirados de ônibus

Os bombeiros retiraram entre 13h20 e 13h50 dois corpos que estavam no ônibus soterrado. As vítimas, um homem e uma mulher, ainda não tiveram as identidades reveladas.

Outra vítima morreu após a queda de um muro também no Vidigal. A encosta da Niemeyer não corre o risco de sofrer novos deslizamentos, segundo a Defesa Civil. No interior da comunidade, árvores caídas ainda impediam, no começo da tarde, o resgate de feridos.

Em Barra de Guaratiba, na zona oeste, uma casa desabou na estrada da Vendinha, matando mãe e filho e deixando feridos o pai e outro filho. Eles foram levados para o hospital Lourenço Jorge, também na zona oeste. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os dois continuam internados, mas têm quadro de saúde estável.

Na comunidade da Rocinha, na zona sul, um deslizamento de terra matou outra pessoa.