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Pessoas julgam personalidade de um estranho com base na forma de seu corpo

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Apesar do sábio ditado "não julgue um livro pela capa", é comum fazer suposições sobre a personalidade de alguém com base em traços superficiais, como idade, sexo ou até a forma do corpo. Pelo menos é o que revelou um novo estudo, publicado no periódico Psychological Science.

A equipe de cientistas pediu para que 76 participantes que olhassem 140 modelos realistas de corpos em 3D, metade dos quais eram do sexo masculino e metade do sexo feminino. Os pesquisadores apresentaram 30 traços de personalidade e os participantes tinham que identificar quais tinham mais a ver com cada tipo de corpo.

As características incluem extroversão, amabilidade, minuciosidade, negatividade e abertura à experiência.

No geral, o estudo descobriu que os participantes associavam modelos corporais maiores com traços negativos de personalidade, como preguiça e descuido. Corpos mais leves, entretanto, foram associados a traços mais positivos, como autoconfiança e entusiasmo.

Os participantes ainda relacionaram traços mais "ativos", como extroversão, irritabilidade e argumentação, com formas do corpo estereotipicamente identificadas com femininas ou masculinas, como formas de "pera" ou ombros largos.

Formas corporais retangulares foram relacionadas com confiabilidade, timidez, confiabilidade e cordialidade, todas características de personalidade mais passivas.

Apesar de prever com precisão como uma pessoa julgaria o tipo de personalidade do modelo, com base em características específicas, o estudo não explica a influência da atratividade ou gênero nesses julgamentos, segundo os autores.

Eles ainda afirmam que, enquanto a tendência de julgar a personalidade de alguém com base em sua forma corporal pode ser universal, a especificidade das conclusões pode ser determinada pela cultura. Isso pode inclusive explicar preconceitos.

"Estereótipos baseados na forma do corpo podem contribuir para a forma como julgamos e interagimos com novos conhecidos e estranhos. Entender esses preconceitos é importante para considerar como formamos as primeiras impressões", diz Ying Hu, da Universidade do Texas, em Dallas, nos Estados Unidos, principal autor do estudo.