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Na reta final, Segundo Sol perde a chance de “redimir” Luzia

Reprodução/Observatório da Televisão 

Luzia (Giovanna Antonelli), de Segundo Sol, é uma típica e clássica mocinha de novela dos anos 1960/70. Ingênua, pagou o preço por confiar em quem não devia. Por conta disso, viu sua vida e família serem destruídas. Hoje em dia, este tipo de heroína não costuma ser muito aceita pelo público, que exige um pouco mais de esperteza da mocinha. Mas sempre haveria uma chance de redenção, se Luzia aprendesse com os erros. O que não acontece. Nesta reta final da trama, ela segue repetindo os mesmos erros.
O capítulo de ontem (03) terminou com Luzia emocionada por conhecer sua “filha”, a impostora Emily (Lucélia Pontes). Com os olhos marejados, ela confessou a Groa (André Dias) e Cacau (Fabiula Nascimento) que sentiu que Emily é mesmo sua filha. E que se viu nela. Ou seja, Luzia não apenas acreditou novamente nos vilões da novela, como ainda encontrou uma justificativa “sobrenatural” para isso. Normalmente, as mocinhas “sentem” que são mães de seus filhos perdidos quando realmente são. A própria Luzia já revelou sentir um carinho especial por Valentim (Danilo Mesquita), que ela não sabe explicar.

Mas cair numa mentira destas e ainda confiar num sexto sentido que, evidentemente, não existe, é demais. Com a sequência, Luzia perde ainda mais pontos junto ao público. Não apenas pela sua ausência de “feeling”, mas também por acreditar, novamente, nas mesmas pessoas responsáveis por sua derrocada. Assim, ao repetir os mesmos erros, Luzia mostra que não é capaz de se redimir e ficar minimamente esperta. E não dá para torcer por ela deste jeito.

Segundo Sol não promoveu a prometida “virada” de Luzia

Novelas focadas em mocinhas injustiçadas normalmente “forçam” uma barra para fazer com que a protagonista sofra. Sendo assim, não houve demérito no início de Segundo Sol, quando Luzia acreditou muito facilmente na conversa de Karola (Deborah Secco). Esta ingenuidade a levou a ter um filho roubado, ser acusada de um crime do qual não cometeu e ser obrigada a abandonar sua família. Um dramalhão e tanto.
No entanto, quando Luzia finalmente descobre que foi vítima de uma armação de Karola e Laureta (Adriana Esteves), está formado um ótimo contexto para sua virada. Ciente de com quem está lidando, a mocinha poderia se precaver e mudar as regras do jogo. E ela ensaiou uma vingança, mesmo não sendo boa nisso. O que rendeu cenas constrangedoras, como se fingir de fantasma para assustar Karola.
Mas, mesmo ciente de que não pode confiar nestas pessoas, Luzia é novamente envolvida pelas armações das vilãs. E o pior: é enganada pela sua própria consciência. Ao mostrar que Luzia não é minimamente capaz de aprender com seus erros, o autor João Emanuel Carneiro perde a chance de, finalmente, melhorar a imagem da mocinha diante do público. Nem parece que Luzia surgiu da mesma mente que criou Preta (Taís Araújo), Nina (Débora Falabella) ou até mesmo Toia (Vanessa Giácomo), bem mais espertas que a primeira.
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