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Presidente do Instituto Brasileiro de Museus pediu demissão dois dias antes do incêndio

 

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Mattos Araújo, entregou o cargo na última sexta-feira (31), por coincidência apenas dois dias antes do incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na noite deste domingo (3). O Ibram é o braço executivo do Sistema Nacional de Museus. O País tem 3,6 mil museus.

A saída de Araújo não foi explicada pelo site do Ministério da Cultura, que fez elogios a sua gestão. “Segundo (o ministro da Cultura) Sérgio Sá Leitão, ainda não foi definido o nome que ocupará a partir de agora a presidência do Ibram”, diz o texto publicado. “Ele demonstrou a mais absoluta competência na gestão da política pública museológica e dos museus federais brasileiros”, complementa.

O ministério informa em sua página que, “durante a gestão de Araújo, em 2017 e 2018, foram autorizados quase R$ 4 milhões em recursos para a reforma e a modernização de diferentes instituições. Entre elas, estão os museus Nacional de Belas Artes e da República, no Rio de Janeiro, o Museu Regional de São João del Rey, em Minas Gerais, e o Museu da Abolição, em Recife”. Não há menção ao Museu Nacional, no Rio.

Marcelo Mattos Araújo

Marcelo Mattos Araújo, que era o secretário de Cultura do estado de São Paulo, foi indicado para ser o novo presidente do Ibram, responsável pela gestão direta de 30 museus federais, em junho de 2016. Araújo é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, e especialista em museologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, além de doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Antes de assumir a secretaria de Cultura de SP, ele foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo por dez anos (de 2002 a abril de 2012), numa gestão elogiado por profissionais do setor. Também foi diretor do Museu Lasar Segall, em São Paulo (de 1997 a 2001), instituição ligada ao Ibram.

Com informações do Estadão