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Facebook trabalha em satélite próprio para ampliar acesso a internet

 

O Facebook não desistiu do plano de não ser apenas uma rede social e passar também a levar internet a lugares remotos. A empresa desistiu de usar drones movidos a energia solar para levar conexão, mas não abriu mão da ideia de virar provedora de banda larga. Tanto é que planeja lançar um satélite em 2019.

Emails enviados pela Comissão Federal das Comunicações (FCC, na sigla em inglês) à revista "Wired" mostram que o Facebook já protocolou um pedido. Os planos são de lançar o satélite, chamado de Athena, no começo do ano que vem.

As mensagens foram trocadas desde julho de 2016 até maio deste ano. Nelas, os advogados que representam uma empresa chamada PointView Tech LLC dizem que seu equipamento é desenhado para "fornecer de forma eficiente banda larga para áreas desassistidas e não atendidas ao redor do mundo".

Em um documento público, a PointView Tech já até protocolou autorização para testar um "pequeno satélite experimental" ainda em abril de 2018.

Os emails não fazem menção de que a PointView pertença ao Facebook. Em maio, porém, os advogados informaram a representantes da FCC que executivos e engenheiros da rede social participariam de uma das reuniões. A "Wired" perguntou, e o Facebook confirmou que o envio da Athena ao espaço se trata de uma de suas iniciativas.

"Enquanto não temos nada específico sobre o projeto para compartilhar no momento, nós acreditamos que a tecnologia de satélite será um importante facilitador da próxima geração de infraestrutura de banda larga, tornando possível levar conectividade a áreas rurais onde a internet é precária ou não existente", afirmou um porta-voz do Facebook à revista.
SpaceX, OneWeb, Google

Outras empresas de tecnologia também embarcaram em lançar satélites próprios para atuar como provedoras de banda larga. Uma delas é a SpaceX, de Elon Musk. Ela já lançou dois satélites do que espera ser uma rede composta por milhares deles e se chama Starlink. A outra delas é a OneWeb, que pertence ao Softbank.

Lançar satélites parece uma alternativa do Facebook para manter os planos de ampliar a banda larga no mundo. Há duas semanas, a rede social anunciou que encerraria um dos que parecia ser o braço mais importante dessa estratégia. O projeto Aquila, que usava drones movidos a energia solar para levar conexão a áreas remotas, foi transformado. Passou a ser uma iniciativa que desenvolve sistemas para guiar aeronaves pela internet.

Coincidência ou não, o Google fez o mesmo com seu projeto de fornecer banda larga por meio de drones em janeiro do ano passado. A ideia é concentrar no Projeto Loon, que usa balões para fazer conexões, e investir em satélites de outras companhias.