Breaking News

A imagem que explica como a intervenção do BC no câmbio eleva o risco de "explosão" do dólar

Dollar

A disputa entre mercado e Banco Central pelo dólar ganha novos capítulos a cada dia, conforme a autoridade monetária mantém sua forte atuação sem ter grande efeito na cotação . Mas como exatamente está funcionando esta intervenção e por que ela pode criar um grande problema futuro para o mercado brasileiro? Um brinquedo de criança pode ser uma ótima forma para entender tudo isso.
Em seu relatório para clientes, o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, explica que o movimento de uma mola sendo pressionada é um ótimo exemplo para mostrar o atual cenário destas intervenções e como está sendo criado um cenário "forçado" que pode explodir no futuro.
capturar

Basicamente, segundo ele, o mercado estava em modo estático, se ajustando às novas condições, que atualmente é de alta do dólar no mundo todo. 
Diante disso, o BC entra com os leilões de swaps e comprime a cotação da moeda, deixando o preço a um patamar que não é o "natural", ou seja, está sendo forçado. Mas até que ponto esta mola comprimida vai continuar assim? 
Faria explica que se ocorrer uma vitória de um candidato com perfil não liberal (reformista) nas eleições, se o BC tiver ofertado este volume recorde de swaps, o que poderá acontecer é uma disparada muito forte da moeda. 
O analista diz que, no passado, a autoridade não atingiu um terço das reservas e, no ritmo atual, o BC caminha para encerrar maior com cerca de 20% já ofertado, sendo que ainda faltam 4 meses para a eleição. Ele lembra que a última vez que houve uma intervenção forte assim no câmbio, dois eventos ajudaram a derrubar a cotação: recuperação das commodities e a queda do governo Dilma. 
"O cenário de hoje é bem diferente da época em que o BC de Tombini tinha os US$ 115 bilhões em swaps ofertados", explica. Neste momento, as commodities estão em alta e o Fed acelera o aperto de juros nos EUA, enquanto o BCE (Banco Central Europeu) tinha um programa de estímulo à economia mais agressivo que o atual. Para completar, "o mercado brasileiro é teme a volta ao poder de presidente com pensamento não liberal, ou seja, que não dê continuidade as reformas necessárias", afirma Faria.